Política

Câmara aprova transferência do Coaf para a Economia; Moro lamenta

23/05/2019 15:52
Atualizada às 16h28min
 

Ministro da Justiça Sergio Moro (Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil)

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (22), por 228 votos a favor e 210 contrários , a volta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, lamentou hoje (23) esta decisão da Câmara.

“Sobre a decisão da maioria da Câmara de retirar o Coaf do Ministério da Justiça, lamento o ocorrido. Faz parte da democracia perder ou ganhar. Como se ganha ou como se perde também tem relevância. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o MJSP [Ministério da Justiça] e o plano de fortalecimento do Coaf”, disse Moro hoje, por meio de seu Twitter.

Do Rio Grande do Sul, votaram contra o Coaf no Ministério da Justiça, os deputados:
Afonso Motta (PDT)
Marlon Santos (PDT)
Pompeo de Matos (PDT)
Pedro Westphalen (PP)
Giovani Cherini (PR)
Heitor Schuch (PSB)
Bohn Gass (PT)
Henrique Fontana (PT)
Marcon (PT)
Maria do Rosário (PT)
Paulo Pimenta (PT)

Para saber o voto de cada deputado, a favor ou contra, clique aqui e confira na página disponibilizada pelo G1.

O texto da votação da Câmara ainda terá que passar pelo Senado e só depois vai para a sansão do presidente.

Criado em 1998, no âmbito do Ministério da Fazenda, o Coaf é um órgão de inteligência financeira do governo federal. Ele atua principalmente na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro.


Redução do número de Ministérios

Um pouco antes, os deputados haviam aprovado o texto base da MP 870/19, que reduziu o número de ministérios de 29 para 22.

O texto também transferiu novamente para o Ministério da Justiça e Segurança Pública a Fundação Nacional do Índio (Funai), que também ficará responsável pela demarcação de terras indígenas. A Funai estava subordinada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos e a demarcação era uma atribuição do Ministério da Agricultura.

Os deputados firmaram um acordo para evitar uma  polêmica: a recriação de dois ministérios fundidos (Cidades e Integração Nacional). Pelo acordo, os parlamentares aprovaram a manutenção dos dois órgãos no Ministério do Desenvolvimento Regional, revertendo a mudança proposta pelo projeto de lei de conversão do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Com informações da Agência Brasil

Farrapo






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